sábado, 30 de junho de 2012

Não temos qualquer hipótese ...



Disse ontem (sem se rir, ao contrário do que a imagam sugere) o grande Orelhas.

Assim sendo, valerá a pena (o FC Porto) participar no campeonato ? ...

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Maça podre II ?



Seria muito bom. Não só pelo valor do Adrien mas também porque a posição 6 precisa claramente de uma alternativa de qualidade ao Fernando.

Aguademos para ver se a notícia se confirma.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Desilusão e reconquista

Doeu.
Muito.
Estava tão confiante ... mas aquela extraordinária equipa do Barça (Iniesta é inqualificável !!), com alguns reforços desta e daquela equipa, teve a estrelinha.
Perdemos, mas fomos uns dignos vencidos.
Parabéns aos vencedores.

Tanto vibrei e sofri que cheguei à conclusão que Paulo Bento teve, entre outros, este fantástico mérito: fez-me apoiar a selecção como há muito não o fazia. Não que alguma vez o tivesse deixado de fazer, mas desta forma, com este sentimento, já não me lembrava.


E penso que o mesmo se aplicará a muito mais gente, especialmente da família portista, que se sentiu de alguma forma mais distante da equipa das quinas desde o tempo do banana sargentinho.
 
 
Paulo Bento reconquistou aquela afectividade e proximidade que liga os portugueses à sua selecção. Só por isso já valeu a pena.
 
 
Resta-me dizer que se o M7 quer ser o melhor do mundo tem de jogar muito mais e que espero que os olheiros dos principais clubes mundiais não se esqueçam que o pequeno gigante falhou um penalty e que, portanto, não pode ser contratado (de forma alguma !!) por nenhum dos clubes que eles representam ...

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Pequeno gigante, logo nada de abusos, ok ?

A nossa vitória logo é mais do que certa. Com mais ou menos dificuldades, seja nos 90m, nos 120m ou nos penaltys, vamos ganhar.

Não faço a menor ideia se o M7 vai aparecer ou desaparecer. Nem sei vai usar o shampoo rasca para pentear para a esquerda ou para a direita.

Mas sei que vamos ganhar (mesmo contra o mago Iniesta).

E que o Nani vai arrasar.

Mas estou muito, muito, muito preocupado.

Temo pela exibição do nosso pequeno gigante. É que se ele hoje faz o que temo que vai fazer, miséria ...

E ainda temos a final ! Que vamos ganhar ! Nem quero pensar ...

terça-feira, 26 de junho de 2012

No passa nada ...


(empresários de futebol na pré-época 12/13 ...)

Nunca vi tal. No passa nada. Mesmo nada. E por aqui (atentas as loucuras tradicionais) dá bem para perceber o estado em que, infelizmente, as coisas estão.

O que vai valendo para animar a silly season, ou melhor, para esta poder manter o epíteto, é o grande Orelhas, que continua imparável. Ontem, aliás, quando vi a imagem abaixo, fui obrigado a reflectir (o que estava ele a dizer ?) demoradamente.

 


Só depois percebi que ele entende, e bem, diga-se, muito bem, diga-se até mais acertadamente, que ganhou muita coisa este ano. Mas não tudo. Quase tudo, diríamos. Quase, quase ... Por isso não está SATISFEEEEEIIIIITTTTOOOOOO.

É que, verdade seja dita, ficou muito pouco por ganhar. Só lhe faltou, comparando, por exemplo, com os nossos resultados desta época, a Supertaça nacional e o ... Campeonato. Coisa pouca !

Isto para não comparar com a nossa época de 2010/2011, onde ganhamos a Supertaça nacional, a Taça de Portugal, o Campeonato e uma prova Europeia. Coisa mais grande pouca ainda.

É por isso que continuo sem perceber a ingratidão que grassa entre, felizmente, meia dúzia de vermelhos. Abutres !
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P.s. - Estou em pânico com a próxima época. Vamos enfrentar um rolo compressor. 1, não, 22 ... 22 ... 22... 

segunda-feira, 25 de junho de 2012

A loucura (?) de Panenka e sucessores ...

O "original":

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Excelente cópia de Postiga, no Europeu de 2004:
(topem a estupefacção de Deco...)

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A cópia mais recente, Pirlo, ontem:
(ainda para mais, depois de uma exibição fenomenal; depois de Iniesta - o melhor médio que está no Europeu - e de Xavi Hernandes, vem Pirlo, logo seguido de Moutinho)



Só vos digo uma coisa, eu não tinha coragem. Em último caso, se não soubesse o que fazer, era BOMBA (como fez o inglês, logo a seguir ... e falhou ...; alías, quiçá os ingleses, para passarem nos penaltis, não deviam treinar à Panenka ??!!!). 

sábado, 23 de junho de 2012

Sempre actual

Estava a ler o livro que serve de imagem a este post e deparei-me novamente com uma fenomenal crónica de que dele faz parte. Não resisto a publicá-la. É sobre a memorável e extraordinária vitória do FC Porto sobre o Celtic em Sevilha, em 2003. Foi escrita por Cristiano Pereira, um grande portista. Só pode.


"O meu dia 21
6 da manhã, Alfama, Lisboa - Acordo, isto é, salto da cama (mal fechei os olhos com a ansiedade), tomo um duche, enrolo o cachecol e saio à rua.. Está sol. E sinto uma felicidade rara, um furacão de contentamento de quem ainda se está a aperceber que afinal, foda-se, afinal vou. Afinal vou à final. E vou mesmo. Há 12 horas atrás chorava de frustração e agora quase de emoção. Já estou a ir. Caralho. As ruas parecem bonitas, o planeta é belo. Desco a Santa Apolónia rumo à estação do Oriente onde fiquei de me encontrar com 4 amigos que estavam a chegar do Porto. As pessoas que se cruzam comigo(e com o azul que me abraça o tronco) lançam-me luminosos sorrisos, erguem o polegar e não raras vezes vociferam "Boa sorte" ou "hoje somos todos da mesma cor". Há carros que apitam.
 
7 horas, Lisboa - Frente ao Vasco da Gama, vislumbro o carro dos meus amigos. Um deles tem o cabelo pintado de azul e metade do corpo fora da janela. É o Giró, figura incontornável do punk rock tripeiro (foi baterista dos Renegados de Boliqueime). Ele grita. O carro apita. São sete da manhã e estes gajos chegam bebados a Lisboa. Menos o condutor, claro. Siga para Andaluzia, a duzentos à hora, num Audi xpto turbo qualquer coisa e a ouvir o disco dos Dr. Frankenstein. Meio dia, Sevilha
 
- Escusado será dizer que o rapaz do cabelo azul aterrou a meio do Alentejo. Já acordou. Estamos em Sevilha. Foda-se. Já vemo o estádio ali à frente. E só dá gajos vestidos de verde. Parecem lagartos. Estacionamos o carro. Está um calor filho da puta. E bota filho da puta nisso: estão 41 graus. No início achamos piada à temperatura. Estamos todos de tronco nu e decidimos ir até ao centro da cidade. Estamos desidratados. Um calor filho da puta.
15 horas - As principais artérias do centro da cidade estão cortadas ao trânsito. As ruas estão apinhadas de gente vestida de verde. É impressionante a quantidade de escoceses que aqui estão. Diz-se que são mais de cem mil. Não sei. Mas são mais do que as mães. Penso: Glasgow deve estar deserta. O calor parece aumentar até se tornar insuportável. Bebe-se muito. Há escoceses que nos abraçam. Fazemos brindes. Pagam-me copos. Cantam. A polícia observa. E já há centenas de gajos literamente aterrados no passeio. Depois de não sei quantas cervejas aparece, caído do céu, um verdejante legume. É erva. E não é uma erva qualquer. É skunk. Enrolo o charro enquanto um grupo de escoceses tece rasgados elogios ao Cadete. Acendo o charro e penso que, para mim, o Cadete mais não é do que um jogador medíocre e um cromo do Big Brother. O charro começa a bater.. E de que maneira. Filho da puta de calor.
16 horas - Estamos todos meio desorientados. É impossível andar mais de 50 metros debaixo deste sol sem parar para beber mais uma cerveja. Começo a sentir-me totalmente alterado pela mistura de aditivos e pela ansiedade trepidante. Sou assaltado por uma lucidez que me faz pensar: "Foda-se, não bebas mais. Não entres no estádio ainda mais bebado. Ainda aterras e não vês o jogo". Há que ir para o estádio. Ainda fica longe. Não há táxis. Os autocarros estão cheios. Vamos indo a pé. Filho da puta de calor. Milagre: um dos autocarros abre-nos a porta. Está cheio como um ovo de escoceses que berram e muito, eles cantam, e muito. Ficam todos contentes por partilharmos o mesmo Bus. Somos os únicos portugueses dentro do autocarro. Eles recebem-nos com cumprimentos e cantam. Estão sempre a cantar, estes gajos. Filho da puta de calor.


17,30 horas - Chegamos ao estádio. É preciso ter cuidado com o bilhete. Anda aí gente capaz de matar só para roubar o apetecido rectângulo de papel. O meu está guardado dentro da sapatilha, envolvido em plástico. Entro no estádio. Nem sequer me revistam. Subo ao meu lugar,. Estou na bancada central, "Grada Alta, Puerta P, Sector 201 B, Fila 20, Asiento 25". Sento-me. Agora sim. Penso: foda-se, estou mesmo aqui. Fico durante minutos calado a saborear essa constatação. A realidade. Este lugar é excelente. Está mesmo a meio do relvado, uns metros acima do banco do Celtic. À minha volta portugueses misturam-se com escoceses. Até o verde do relvado parece adquirir uma luz especial. Um calor filho da puta.
18,20 - Ao meu lado está um puto castiço. Falamos da ansiedade e do desespero. Há logo uma sintonia incrível, uma inegável compreensão mútua. Ele, tal como eu, tinha arranjado bilhete poucas horas antes. Um calor filho da puta. Digo-lhe que vou ao bar comprar garrafas de água. Desco a bancada. Azar nítido: está uma fila interminável para o bar. Fico parvo a olhar para aquilo. Penso num esquema. Chego junto de um enfermeiro da "Cruz Roja" e peço-lhe água com açúcar. Ele leva-me ao gabinete médico, uma sala com ar condicionado repleta de escoceses que dormem que nem porcos derrotados pela coma alcoolica. "Pois", digo eu ao médico simpático, "não dormi nada com a ansiedade e alimentei-me mal. Este calor também não ajuda. Fiquei fraco", dramatizo, exagero, enfim, um teatro do caralho ajudad pela pedrada da erva. Ao médico não lhe passa pela cabeça que eu apenas ali estou para evitar a fila do bar. Dá-me um sumo energético. Fico lá durante uns 10 minutos a curtir o ar condicionado. O gajo aponta o meu nome num papel. Saio e trago outro sumo para o puto que me espera na bancada. Passo pela fila do bar e vejo que ainda está maior. E que não anda nem desanda. Feito esperto, rio-me para dentro com um inevitável e muy tripeiro pensamento: "vocês são mesmo morcões, caralho". Já não há ar condicionado. E, claro, está um calor filho da puta.

19 horas - A curva à minha direita está cheia. De azul. De vida. De beleza. Os portugueses entraram mais cedo no estádio. Canta-se muito. Eu também canto. Está um calor filho da puta. Entretanto, a primeira má cena do dia: os jogadores, lá em baixo, no relvado, a aquecer e, foda-se não estou a ver nenhum caralho de cabelos claros, o pânico e a dúvida apoderam-se de mim e berro: "CARALHO! ONDE ESTÁ O JANKAUSKAS?". Não está. O que está é o calor. E um calor filho da puta.
19,15 horas - Lentamente, a bebedeira vai desaparecendo e os efeitos da erva vão, claro, esmorecendo. Só o calor é que parece aumentar. E o nervosismo, claro. O estádio já está cheio. Olho para as bancadas e fico assustado com a quantidade de verde que vejo. Os gajos começam a fazer muito barulho. Foda-se. Só cantam. Umas atrás das outras. Um repertório maior do que o Frank Zappa. Esta merda vai começar e tenho que me acalmar.
19,45 - Começa o jogo. Confusão do caralho. Ninguém domina ninguém. Está tudo nervoso. Com medo. Olha, o Costinha foi ao chão. Caralho. Filho da puta. Não era ele que dizia que tinha recuperado da lesão? Foda-se, já ficamos sem o Costinha. Caralho. Não estou a gostar disto. (não olhei mais para as horas, só para o horário do jogo)
20,30 (mais ou menos) - O Porto sobe, Deco levanta a puta da bola, Alenitchev está lá, eu levanto-me, vejo o gajo a rematar de primeira, uma bomba autêntica, o cabrão do Celtic não completa a defesa, e caralho, foda-se!!! Está ali o Derlei, foda-se, caralho AS REDES ABANAM E É GOLO CARALHO! Bem, aqui eu não sei bem, acho que mando um salto, desco uns sete ou oito pisos da bancada e atropelo tudo à minha frente, desde escoceses a portugueses, passando por garrafas de água e sei lá que mais. Estou fora de mim. Acho que nem grito "golo" porque a euforia me corta a capacidade de articular sílabas. Só berro qualquer coisa. Já estou como o outro: não há orgasmo que se compare a isto. intervalo. Tento acalmar-me. Vou buscar mais água. Não há fila. É estranho. Porquê? Que cena do caralho: acabaram as bebidas. Foda-se. Nos dois únicos bares de uma bancada cheia debaixo de 38 graus e não há agua, sumo ou a puta que os pariu? A espanhola giraça que está no bar depara-se com centenas de gajos desesperados e desidratados. Começa a distribuir cubos de gelo a toda a gente e a pedir calma. Num acto de desespero apanho umas garrafas vazias do chão e vou à casa de banho, torneira aberta, encho as garrafas e ainda molho o meu corpo todo. Começo a aperceber-me que a minha garganta está esquisita, isto é, a minha voz, caput, foi com o caralho.
Segunda parte. Os gajos marcam o golo. Foda-se. Um barulho descomunal. Nunca (ou)vi nada assim. É impressionante. Chega a ser assustador. Fico na merda. Novo golo do Porto. Foda-se. Agora já nao atropelei ninguem, abracei-me ao puto, caralho, vamos lá ganhar esta merda. "Vamos ganhar 3-1, vocês vão ver", diz-me um tripeiro mais velho. E volta a dizer o mesmo. Outra vez. E mais uma vez. E pimba!, os gajos empatam novamente, eh pá, puta que pariu, como é que deixam aquele cabrão ali sózinho na area, caralho? Olho para o tripeiro profeta com aquela cara de quem diz "devias ter estado calado meu ganda boi de merda". Os escoceses fazem outra vez um barulho ensurdecedor. O estádio até parece tremer. Os que estão atrás de mim berram-me ao ouvido. Há um deles que chega a pôr a mão na minha cabeça e despenteia-me todo. Eu estou fodido, claro, mas tenho fair play, nem olho para trás, o gajo está na boa, desde que não me meta a mão no cu. E não só. Começo a ficar fodido. Fico calado minutos a fio. Já nao sei se sinto nervosismo, ansiedade ou depressão. Estou sentado, calado que nem um rato, as mãos na cabeça, o coração a 320 batidas por minuto. Estou a sentir-me mal. Vejo o Celtic a dominar o jogo. Os gajos sempre a cantar. É tudo deles, foda-se. É uma tortura: começo a pensar que não devia ter ido, que sofrimento já chegava, que aquilo é tudo uma merda, que o futebol não vale um caralho, que são só meia dúzia de gajos básicos atrás da bola, que o que eu gosto é de música e poesia e que caralho, eu juro, foda-se, juro mesmo que nunca mais vou ao futebol na puta da minha vida. O puto ao meu lado deve estar como eu. Não diz nada. Às tantas abre a boca e diz-me: "Eu já não sei". Foda-se. Começo a experimentar a amargura do sofrimento mais forte que alguma vez senti. Tenho a vida reduzida a merda.
Às tantas visualizo na minha mente pessoas e alguns nicks do pessoal aqui do fórum (O Flash, O Plasmatron, o Manel Poças e a Anfield Road, tudo gente que nunca vi) e tento imaginar onde estarão eles àquela hora, e a pensar que deviam era estar aqui, mas, caralho, como não estão, tento entrar numa espécie de comunicação telepática com eles, de forma a, sei lá, encontrarmos um ponto de convergência mental, juntar as forças, lança-las para dentro do relvado, como se a nossa vontade pudesse cair ali dentro como uma espécie de relâmpago e fazer com que o Porto não perca bola e faça passes certos, foda-se.... eu quero que a bola esteja no meio campo deles, não passem a bola ao Baía, caralho, é para a frente que se joga, e às tantas há alguém (não me lembro quem) que volta a passar a bola ao Baía e eu aí é que me passo mesmo dos cornos. Levanto-me. Grito: "Ó FILHO DE UMA PUTA DO CARALHO É PARA A FRENTE CARALHO PARA A FRENTE CARALHO!!!!!!! (ou coisa do género, não me lembro bem). À minha volta, num raio de 20 metros está tudo sentado, o pessoal olha, quem é que aquele portuga lingrinhas e de tronco nu, cromo do caralho, a gritar qualquer coisa? Os escoceses atrás de mim comentam algo entre eles num calão indecifrável. E riem-se muito. Riem-se de mim. Estão-se a rir de mim, filhos da puta?
O jogo acaba, há prolongamento e eu começo a ficar preocupado com a minha saúde. Tento respirar fundo durante alguns minutos e começo a sentir-me relativamente melhor. Até porque o Porto já parece saber jogar à bola. Vejo o tempo a passar e só desejo mais um golo, caralho, não peço mais, basta um, foda-se, onde está o Postiga quando preciso dele?, caralho, e entro outra vez no transe de sofrimento, estilo começar a pensar para mim "foda-se, eu até dou os meus discos todos e o meu ordenado só para ganharmos esta merda" e outras merdas do género completamente inconcebíveis num momento mais racional. Segunda parte do prolongamento. Sinto-me perto da morte. Tento acender um cigarro. A mão direita treme de tal forma que nem sequer consigo encostar a chama à ponta do tubo de nicotina.O telemóvel treme no bolso. É uma mensagem escrita do Junqueira a dizer "tem calma pá.... a gente já resolve isto" e, de repente, volto a pensar na história da telepatia, e pergunto-me "mas como é que o gajo sabe que eu estou assim?" e depois penso que s calhar até é natural ele imaginar mas não deixo de pensar na telepatia e sinto-me mais confortável com aquelas letras "tem calma pá" como se eu fosse um puto assustado com algo e tivesse chegado o pai para proteger. Há o 3º golo do Porto. Não sei o que escrever. É um momento muito prateado, uma espécie de luz branca à minha volta. Devo ter gritado e saltado, sei lá, eu já nem estava no lugar, fui para os degraus mais abaixo e estava a ver aquela merda em pé, pá, nem sei bem. Sim, era tudo branco, uma espécie de névoa, estava tudo meio desfocado, e convenci-me que era Deus que ali estava a ajudar-me e fiquei fodido por nunca ter ido á missa e essas merdas e o caralho, e por já ter tido a mania que era anti-cristo na minha adolescência, e que afinal, caralho, Deus existe, e estava ali ao meu lado e eu sem saber como agradecer-lhe e pedir-lhe desculpa por todos estes anos de falta de fé. O jogo acaba. Acho que abraço toda a gente e toda a gente me abraça e que tenho os braços no ar e que tento gritar qualquer coisa mas que não consigo porque já não tenho voz e então limito-me a saltar que nem um cavalo. Os escoceses atrás de mim dão-me os parabéns e apertam-me a mão e eu, pimba, toma lá um abraço também, e a puta da vida é isto e nada mais existe na vida para além disto e deste resultado.”

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Bravo, Marreta !



Embora com um centro daqueles (de tão preocupado que estou, nem vou dizer o nome de quem centrou ...), a coisa se tenha tornado muito mais provável !
 
 
Agora basta conseguir segurar o mago espanhol, de seu nome, Iniesta ...

terça-feira, 19 de junho de 2012

Ando a ficar preocupado ...

Portugal fez uma exibição de encher o olho com a Holanda. O grande trunfo teve um nome - colectivo.

Até o M7 (Marreta 7) esteve bem. Desta vez, só com o guarda redes pela frente conseguiu acertar, primeiro, na baliza e, depois, nas redes. Nada como umas valentes críticas para a vaidade descontrolada encolher e a concentração e a atitude dispararem. Realço, especialmente, o discurso no final do jogo. Louros para a equipa. Nada como aprender com quem sabe, Silvestre Varela. Claro está que, agora, com todos estas loas que já se tecem outra vez ao M7, vamos ver o que vai dar.


Mas o colectivo teve na batuta um pequeno gigante, João Moutinho. Não pode ser, João. Ajudar  a equipa a ganhar, sim, mas nada de abusos. E particularmente no jogo contra a Holanda, pela madrugada ... assim, fico muito preocupado ...

Por último uma palavra para Paulo Bento - tem estado fantástico. Dentro e fora do campo. Mas anteontem, na conferência de imprensa, embora ainda tenha começado muito bem, ao dividir as possibilidades entre nós e os checos, depois, ... falar em portugueses de cahecóis checos ...  alguém que lhe tire a garrafa de água na conferência de imprensa ! É que apesar de eu achar que o Manuel José e similares estavam bem era perdidos nos labirintos das pirâmides do Egipto, antes de mais, têm direito à opinião e, além disso, não mereciam especialmente que lhes dessem tanta importância...

domingo, 17 de junho de 2012

Vermelhice cada vez mais mentecapta


Referindo-se a nós, o director do hóquei em patins dos vermelhos, disse ontem que derrotou "... os porcos".


Eu digo-lhe o seguinte: Quem tem cara de, não devia seguir por um caminho tão suíno ...
 

P.s. - Será que o hoje o marreta vai conseguir acertar na baliza ?

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Tradição e estupidez

O NGP foi à Assembleia da República cumprir a tradição. Jantar com os deputados com bom gosto na final de cada época desportiva. Ainda para mais, na actual assembleia, voltamos a ter uma presidente da AR portista de gema !



Ao entrar para o convívio, o NGP, confrontado com uma pergunta relacionada com as esperadas críticas  a esta magnífica iniciativa, metralhou: "Infelizmente, o número de estúpidos não tem diminuído". (*)


Aliás, alguns deles parece que foram ontem à assembleia dos vermelhos fazer o impensável:


Ingratos ! Indignos !


(*) - Não estou totalmente de acordo com o NGP. Na minha opinião, actualmente, já são bastante menos, embora ainda continuam a ser em número considerável ... 

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Uma capa perfeita



Começa com o vaidoso inacreditavelmente marreta (compará-lo com o Messi ... LOLOLOLOL), passa pelo desejado com arroz malandrinho e acaba com o HUMILDE herói nacional (que utilizou o espírito do Dragão !). 

Ontem ficou provado que há pessoas com sorte, muita sorte, na vida. Que o diga o marreta ...

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Enquanto continuo a saborear calmamente mais um título de campeão nacional



É sempre bom rever esta fantástica jogada  - que começou na nossa área - entre o Fernando e o James e que terminou com mais uma batata rumo à vitória ! 

terça-feira, 5 de junho de 2012

FC Porto ... in Rio (*)




Os "Xutos" actuaram no último dia do "Rock in Rio - Lisboa 2012".

Repararam de quem era o galhardete (que aqui se vê apenas parcialmente) que o Kalu tinha pendurado na bateria ?

(*) - Título copiado de uma sms do Azzulli.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Portoteca



Enriqueci a minha com mais este livro (vendido com o JN do passado Domingo).
Ainda só li a primeira das crónicas sobre Viena 87 (da autoria do inigualável Álvaro Costa).
Promete ...

P.s. - Aproveito para avisar os meus amigos administradores do blog para logo não se esquecerem de levar o imprescindível cachecol do Futebol Clube do Porto.