segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

A ideia

O presidente da FPF teve uma ideia!
A ideia é fazer um Mundial de futebol em Portugal e Espanha em 2018.
Para isso perguntou ao presidente da federação espanhola de futebol o que achava da sua ideia.
E está à espera da resposta.
E resolveu revelar a sua ideia à comunicação social.

Vejo aqui dois grandes disparates:

1) O homem tem uma ideia, e sozinho, resolve ser o grande herói da sua própria ideia, revelando-a ao mundo, sem antes fazer uma análise cuidada das hipóteses, do interesse, dos custos e benefícios, nomeadamente reunindo, discretamente, com o Governo, para saber se o país está preparado para enfrentar um grande evento. Já levou do Presidente da República.

2) O pior! Coloca Portugal em posição pedinte relativamente a Espanha. Coloca-nos como dependentes da decisão espanhola. Se eles disserem “Não”, lá se vai o Mundial. Que infeliz!

Já não há pachorra para o aturar…

9 comentários:

Penta disse...

Madaíl é um pobre de espírito.
E, como tal, o bom senso e a racionalidade não abundam naquela cabecinha.
Por isso é que ele afirma que são apenas "Ideias, ideias! Mas, cuidado, nunca podemos passar das ideias à prática sem falar com os Governos".
Pois claro!!!
O que está a dar é inverter a lógica das coisas.
Para ele, o que interessa é ter uma ideia, depois perder algum tempo em contactos, arranjar um tema de conversa novo para o Zé Povinho (assim esquecem a derrota da selecção) e só depois é que se deve falar com os respectivos governos para ver se estes viabilizam.
Se não viabilizarem... não foi tempo perdido, pelo menos apareci nas notícias (pensará ele)!!!
É que ele pode ser um pobre de espírito, mas não é nada parvo.

E assim vão as glórias do mundo...

Um abraço.

P.S.:
Azzulli, espero que tenhas gostado das fotos.

Anónimo disse...

Este imbecil irrita-me de tal forma que basta-me vê-lo na televisão para começar a ter acessos nervosos de homicida. Espero bem que nunca me cruze com tal personagem. Seria o fim de um ciclo na Federação Portuguesa.

O Situacionista disse...

Só para dizer - Leiam a crónica do MST hoje na Bola.

O-B-R-I-G-A-T-Ó-R-I-O !

Quando puder vou tentar publicá-la.

O Situacionista disse...

Reza assim o texto do MST:
(o 1º parágrafo é a chamado da própria crónica)


“APITO ENCRAVADO


Se Maria José Morgado estiver realmente interessada em apurar o que se passa nesse mundo submerso das transacções com jogadores, não deve haver clube ou presidente algum que não mereça ser investigado. E devia fazê-lo, porque, de outro modo, fica a suspeita de que este é apenas um processo «ad hominem», a caça a um homem só.


1- Aquele a que chamam o «processo-mãe» do «Apito Dourado» chegou finalmente a julgamento. É coisa pouca para tanto estardalhaço feito: trata-se de tentar provar que o Gondomar, com a colaboração de Pinto de Sousa, ex-presidente da Comissão de Arbitragem, e o alto patrocínio de Valentim Loureiro, ex-presidente da Liga, passou uma época inteira a escolher os árbitros que queria para os seus jogos e a presenteá-los depois com «recordações» em ouro. Uma história de pilha-galinhas. Como toda gente percebeu desde o princípio, não era aqui que se queria chegar com o «Apito Dourado»: queria-se chegar a Pinto da Costa e ao FC Porto e fazer prova «científica» de que foi a corrupção de árbitros que transformou o FC Porto na potência futebolística que hoje é.

Milhares de diligências processuais, de interrogatórios a testemunhas e de perícias feitas, milhares e milhares de euros depois, parece bem que ao desígnio traçado para o «Apito Dourado» nada mais resta do que as acusações de Carolina Salgado. Mais uma vez, é pouco, muito pouco, quando tudo assenta na credibilidade de uma testemunha cujo curriculum só regista dois factos notáveis: ter trabalhado numa casa de alterne e ter gasto os últimos anos a vingar-se do homem que de lá a tirou, a levou ao Papa e a entronizou no inadmissível estatuto de «Primeira Dama» do FCP, e que depois a deixou. Como já aqui o escrevi, qualquer advogado estagiário tem obrigação de estilhaçar as acusações em tribunal.

Não admira pois, que, conforme relatava ontem o «Público», o «dream team» de Maria José Morgado tenha, de há vários meses para cá, reorientado as suas investigações, com base em novas denúncias de Carolina Salgado. Trata-se agora de passar à lupa todas as operações financeiras que envolveram a compra e venda de jogadores do FC Porto nos últimos anos e que tiveram a intervenção de Pinto da Costa. Parece-me campo bem mais promissor: eu próprio já frequentemente manifestei a minha estranheza perante tantas e tantas aquisições de jogadores e uma situação financeira que não se percebe que não seja desafogada, de 2004 para cá. Mas isso, como também toda a gente sabe, está longe, muito longe, de levantar dúvidas apenas em relação a Pinto da Costa e ao FC Porto. Se Maria José Morgado estiver realmente interessada em apurar o que se passa nesse mundo submerso das transacções com jogadores, não deve haver clube ou presidente algum que não mereça ser investigado. E devia fazê-lo, porque, de outro modo, fica a suspeita de que este é apenas um processo «ad hominem», a caça a um homem só: se não o apanham por um lado, tentam por outro. E todos os outros passam impunes.

2- Entretanto, das célebres «revelações» do «livro» de Carolina Salgado, uma havia que parecia a mais fácil e mais urgente de investigar: a de que fora ela própria, por inspiração de Pinto da Costa, quem organizara e comandara o pelotão de linchamento que agrediu violentamente o vereador de Gondomar, Ricardo Bexiga. Era fácil de investigar porque, inadvertidamente, a testemunha fatal se incriminara a si própria, na ânsia de incriminar Pinto da Costa; e urgente, porque se tratava do mais grave dos crimes arrolados em todo o processo. É verdade que, ao entrar nos detalhes da operação, a história dela começava logo a não bater certa: disse que, por precaução, haviam destruído previamente as câmaras de vigilância do parque de estacionamento onde a agressão teve lugar, mas não teve o cuidado de confirmar se o parque tinha câmaras de vigilância — não tinha. Mas, mesmo que desta mentira circunstancial resultasse a crença na mentira de toda a história, não se compreende como é que o Ministério Público não a acusou por crime de falsas declarações e denúncia caluniosa.

Pelo contrário, o Ministério Público, escudando-se na falta de provas, acaba de determinar o arquivamento do processo. Ou seja: a testemunha-chave do Ministério Público merece credibilidade quando acusa Pinto da Costa, mas já não a merece quando se acusa a si própria. E assim se resolve o problema de poder manter como testemunha-chave alguém que deveria figurar como arguida num outro processo e por crime mais grave.

3- Lá se jogaram os oitavos-de-final da Taça e sem tomba-gigantes. Também não é fácil quando, com uma regularidade impressionante, os clubes maiores têm a sorte de receber os mais pequenos numa eliminatória a um só jogo. O Benfica, então, é um caso à parte: não me lembro da última vez e em que época é que o Benfica teve de jogar fora da Luz para a Taça. Nas últimas doze eliminatórias disputadas, tal não deve ter acontecido mais do que uma ou duas vezes.

Não acho justo que o caminho para o Jamor possa depender apenas ou principalmente da sorte, seja quem for o contemplado. Há anos que defendo que até aos quartos-de-final as eliminatórias deveriam jogar-se apenas a uma mão mas sempre no campo do clube de divisão inferior ou do de pior classificação actual na mesma divisão; e a duas mãos os quartos e meias. Agora, o presidente da Liga pretende, pelo menos, meia coisa: os quartos e as meias a duas mãos. Acho excelente ideia, de justiça e interesse desportivo acrescido. Já vi um treinador queixar-se de que isso, mais a Taça da Liga, são jogos a mais. Jogos a mais? Então a Taça da Liga não foi inventada exactamente porque havia jogos a menos?

4- O Benfica é um clube profundamente sebastiânico. Os seus adeptos vivem na eterna esperança de ver chegar um D. Sebastião (de preferência, chamado Eusébio), que, por si só e em golpes de magia, seja capaz de acordar a grande nação vermelha há longo tempo adormecida. Sucedem-se os anunciados salvadores mas a neblina não se deixa romper. Só nos últimos tempos, foram sucessivamente o Mantorras (que valeria 100 milhões de euros, segundo Vieira), o Freddy Adu, potencial novo Pélé (comprado por um ou dois milhões de euros ?!), e agora é o Makukula, que faz lembrar o Eusébio a rematar.

Há três coisas elementares que, pelos vistos, custam muito a interiorizar. A primeira é que um Eusébio aparece de vinte em vinte anos e nada garante que venha para o futebol português, quando os grandes clubes mundiais já fazem prospecção directa nas fontes (veja-se o Manucho no Manchester United); segunda, que se um novo Eusébio aparecer por cá, não dura muito (veja-se o Ronaldo no Manchester United); e terceiro que, nos tempos de hoje, se bem que os génios continuem, como sempre, a resolver jogos, nenhum clube se consegue manter duradoramente no topo se tudo o resto — a organização interna, as estruturas de apoio, as escolas do clube, os treinadores, a equipa e o espírito de vitória e de sacrifício — não acompanharem.

Ainda na passada sexta-feira, aqui na «BOLA», o ex-benfiquista e ex-portista Iuran explicava as diferenças fundamentais que encontrou num clube e no outro e que, em sua opinião, fazem do FC Porto o crónico campeão português. É certo que o Iuran não foi um jogador por aí além nem um exemplo de virtudes fora do campo. Mas o que interessa notar é que ele é apenas mais um dos inúmeros jogadores e treinadores que, tendo passado por ambos os clubes, disseram o mesmo que ele. E nunca ouvi ninguém a dizer o contrário…

(texto “sequestrado” do blog “http://souportistacomorgulho.blogspot.com”)

O Situacionista disse...

Quartos-de-final da Taça:

Sporting-E.Amadora
FC Porto-Gil Vicente
Benfica-Moreirense
Naval-Vitória Setúbal

Anónimo disse...

4 notas sobre o texto de MSV:

- o que diz sobre o Processo Apito Dourado faz todo o sentido. Carolina Salgado não pode ter reputação, aos olhos da Justiça, para acusar Pinto da Costa e, depois, não poder ser acusada por aquilo que diz. Parece-me evidente, isto. Tudo o resto deixemos que se resolva...

- O Miguel fala que o Benfica é um clube sebastiânico. Sem dúvida. Mas quem fez a comparação de Makukula com o Eusébio não foi o Benfica, foi o jornal "A BOLA". A isto chama-se: confundir tansos. Como se ele fosse o génio lá no seu castelo a falar para broncos. Irrita-me esta discrepância entre um homem lúcido, noutras áreas, e o homem profundamente parcial, no futebol.

- Não sei se o Miguel quer insinuar alguma coisa com a constatação de que o Benfica joga em casa mais vezes do que joga fora, para a Taça de Portugal. Mas sempre seria caso para lhe perguntar se acha que jogar em casa com o Paços de Ferreira é mais fácil do que jogar fora, com o Sertantense. Sempre seria uma pergunta interessante, original e daria para compreender por que carga de água ele fala no Benfica, sem razão aparente. Quer dizer, além daquela por todos conhecida: falar mal do Benfica.

- Dá, no entanto, boas ideias para a Taça de Portugal. Concordo com elas. Será bem mais interessante e competitiva.

Eterno Dragao disse...

Ricardo: aqui os meus colegas de blogue sabem que eu sou um "grande admirador" do MST, pelo que não estranharão a pergunta que eu lhe vou fazer: é capaz de me dizer em que "outras áreas" MST é um "homem lúcido"?

É que eu acho que ele só é lúcido quando fala de futebol e, mesmo aí, só de vez em quando (aliás, esta crónica é ilustrativa desta "bipolaridade", como agora se diz)!

Anónimo disse...

Eterno dragão,

no futebol ele não é, decididamente, lúcido, embora tenha laivos de boas análises. Pontuais, no entanto, e logo estragadas por intrvenções tristes. Se possível, na mesma crónica. Totalmente de acordo com a tal, como agora se diz, "bipolaridade". MST é, seguramente, um homem bipolar.

Acho-o lúcido principalmente em materías políticas, e escritas em jornais, que, na TVI, diz barbaridades relacionadas com outros assuntos que bradam aos cés. Será que é isso? É uma questão de mediatismo? Será que MST quando aparece na televisão e escreve para jornais desportivos não consegue refrear os ânimos da estupidez ou, sendo mais simpático, da demagogiazinha barata? Olhe que nunca tinha pensado nisto, mas faz sentido.

Acho-o lúcido a discutir literatura também, por exemplo. Gosto das suas análises sobre países, em crónicas de viagens. Parece que não é o mesmo homem.

Fanático disse...

Este Madaíl não passa de um triste, a quem se não deve dar crédito, ponto final.