terça-feira, 16 de janeiro de 2007

HUGO ALMEIDA

Neste texto, o HA revela que é sempre um grande dragão, à semelhança do Deco.
Sempre defendi o HA, sempre defendi que era bom ter um jogador como ele no plantel, representou vários pontos na época passada, tenho pena que ele tenha partido e ainda para mais com um valor de passe tão baixo. Aliás, veio confirmar todo o seu valor no W Bremen e compreendi a sua opção e aplaudo a sua postura.
Hugo: aqui tens sempre lugar!!!
Hugo Almeida: «Tenho pena de sair do F.C. Porto, mas quero o Werder Bremen»

O direito de opção pode ser accionado até ao fim de Março, mas nesta altura parecem restar poucas dúvidas que Hugo Almeida vai ser jogador em definitivo de Werder Bremen. O director-desportivo Klaus Allofs já disse ser «muito provável» que o clube compre o passe, o próprio jogador fala como se o F.C. Porto fosse parte do passado. «Fico felicíssimo com essas palavras», garante em conversa com o Maisfutebol. «Nunca escondi que o meu objectivo era ficar no Werder Bremen».
Não se perceba mal o discurso de Hugo Almeida, não há aqui nenhuma ingratidão. Bem pelo contrário. «O F.C. Porto é o clube que me enche o coração de sentimentos muito fortes», diz. «Foi lá que me formei, foi lá que comecei a fazer golos, foi lá que ganhei os primeiros títulos, foi lá que fui muito feliz nos últimos seis anos. Nunca ninguém do F.C. Porto me fez mal, nem nunca fiz mal a ninguém lá. É lógico que é muito triste sair de um clube de que se gosta muito, mas nunca se sabe o dia de amanhã».
«Sou muito feliz no Werder Bremen»
No futuro pode até acontecer regressar ao Dragão e fazer golos como poucas vezes teve oportunidade de fazer nos dois últimos anos. Para já, porém, não pensa nisso. «Neste momento quero o Werder Bremen», sublinha. «Sinto-me bem aqui, tenho sido muito bem tratado e só tenho razões para sorrir». As palavras de Klaus Allofs, que se mostra disposto a pagar quatro milhões de euros para comprar o passe do avançado em definitivo, é mais uma prova disso. «É sinal que estão a gostar do meu trabalho e a reconhecer o meu valor. É mais um exemplo de como as coisas me estão a correr bem. Estou muito feliz aqui e por isso não pensava em sair».
Hugo Almeida nunca pensou, aliás, que as coisas corressem tão bem. «Estava à espera de ser bem sucedido, mas não tão rapidamente. Os dois primeiros meses foram mais complicados, mas adaptei-me bem e agora estou muito feliz», garante. «O Werder Bremen é um clube de topo, que luta para ganhar todas as competições em que entra. Para mim, que vinha de um clube grande como o F.C. Porto, habituado a ganhar títulos, era importante estar num clube que lute também por ganhar tudo. Esta época já ganhei a Taça da Liga, estou em primeiro no campeonato, fiz uma boa Liga dos Campeões e tenho aspirações de ganhar a Taça UEFA. Isso é importante para mim».

4 comentários:

Deko disse...

Isto é que é um bom negócio...
Bom para o HA e mt bom para o FCP!

Por falar nisso, qual o valor acordado aquando do empréstio ?!

O Soldado Azul disse...

Concordo com o deko! Efectivamente é um bom negocio para o CLube e ainda bem! Sinceramente não nutro especial admiração pelo Hugo Almeida! Como portista fico satisfeito que todos os jogadores que se formem e/ou que joguem no nosso clube fiquem gratos pela experiência mas não considero que seja jogador para apostar! Ainda bem que se traduziu num excelente negócio para compensar (ou digamos minimizar... se é que é possivel) os prejuízos de determinados negócios como o Pedro Mendes...
Saudações

O Situacionista disse...
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O Situacionista disse...

Embora nada tendo a ver com o tema deste post (só que o outro já está quase tão "fora de jogo" como o Rocardo Rocha), mas não resisto a publicar a crónica de hoje do director de o Jogo:

"Adriano foi à bola

Recebi do senhor Adriano Freire uma carta que também endereçou ao presidente da Liga. Por ser uma visão tão pertinente e tão jornalística, quero partilhá-la com a comunidade de leitores de O JOGO. Como o texto integral não cabe neste espaço, resolvi transcrever apenas o relato dos factos.

"No passado domingo, desloquei-me à pacata Vila das Aves, apesar do tempo frio convidar mais a ficar em casa, sentadinho no sofá, aproveitando a brasa da lareira para petiscar um enchido, que é tempo deles, bem regado por um maduro que tenho em casa e que devo-lhe dizer é uma categoria (...)mas optei por juntamente com mais quatro amigos da sueca me fazer à estrada para viver as emoções do futebol ao vivo.

Chegados às Aves, automóvel arrumadinho, faltavam duas horas para o jogo, fomos comer uma bifana, beber um fino e entre o café e o cigarro discutir se o Quaresma já se tinha esquecido do penalty falhado com Atlético e se o Professor Neca finalmente ia jogar ao ataque.

A uma hora e pouco do início do jogo fomos à bilheteira e tivemos que tirar o bilhete para a bancada central (20,00 euros!!!!!), porque os de 15,00 euros (atrás da baliza)estavam "esgotados".

Porta nº 3, Bancada Central, assinalava o bilhete. Às 19h00 em ponto, já estávamos na fila para entrar na famosa porta nº 3, repito Bancada Central. Às 19h30, a 15 minutos do início do jogo, tínhamos andado pouco mais de 10 metros na fila, que crescia cada vez mais, com a paciência (nós, não a fila) de quem queria entrar. Às 19h45, começou o jogo e eu continuava na fila. Oito minutos depois, gritou-se golo no estádio, ao meu lado (ainda na fila) um senhor aí com o seu meio século bem conservado, de rádio no ouvido, animava o neto de 7, 8 anos, equipado com a camisola nº 8 do Lucho: "Olha Tiago, foi golo do Porto, foi o Lucho". O Tiago deu um sorriso e rapidamente voltou aos protestos por ainda estar cá fora. O avô bem tentava explicar-lhe o que não tinha explicação, principalmente num país que organizou o Europeu de futebol, que continua a ter cidadãos a (sobre)viver com ordenados pequenos e onde ir ao futebol é para os ricos ou para os "maluquinhos da bola".

Eu faço parte dos últimos.

Um minuto para as 20 horas: chegou a minha vez de passar pelos seguranças que fazem as habituais revistas que, desta vez, nem sequer nos tocam e só perguntam "tem isqueiro?". Quem respondeu que sim tinha que o deitar fora ou, então, não entrava. Ou seja, era possível levar uma pistola, granadas e até isqueiros..., não podia era responder que sim quando lhe perguntavam, repito: "Tem isqueiro?"

Às 20h00, 15 minutos depois do início do jogo, quando o resultado já marcava 0-1, estou finalmente naquilo a que ironicamente chamam estádio e com um bilhete de Bancada Central – 20,00 euros!!!!!

Só que a Bancada Central estava repleta, e a bancada meio lateral, meio atrás da baliza também estava repleta. Fiquei a ver o jogo de pé, num pequeno patamar atrás da bancada, ensanduichado entre o Zé da Tasca (no final do jogo e como o Porto ganhou, o Zé ainda serviu uns nacos de presunto à malta) e a rede que delimitava o final da Bancada Central – 20,00 euros!!!!!"
( http://www.ojogo.pt/22-330/artigo604581.htm )